CDAClinical Document Architecture
Em poucas palavras
CDA é o padrão da HL7 para representar documentos clínicos (um resumo de alta, um laudo de imagem, um encaminhamento) de forma que uma pessoa possa lê-los e um sistema possa processá-los. Cada documento preserva sua autoria, seu contexto e a possibilidade de ser assinado. A HL7 cita seu uso em redes de troca nos EUA, na Europa, na Austrália e na Nova Zelândia.
- Tipo
- Padrão
- Responsável
- HL7 International
- Versão vigente
- R2.0 (Online Edition 2024)
- Revisado
- 25 de outubro de 2026
Explicação
O que é
A Clinical Document Architecture (CDA) é um padrão da HL7 International, derivado do arcabouço HL7 versão 3 e do seu modelo de referência (RIM), que define a estrutura e a semântica dos «documentos clínicos» em XML. A HL7 atribui a um documento clínico seis características: persistência, custódia, possibilidade de autenticação, contexto, integridade (o documento é entendido como um todo) e legibilidade humana.
A versão normativa vigente é a Release 2.0. A ISO a publicou como ISO/HL7 27932:2009, e sua edição online de 2024 foi aprovada como norma ANSI em 20 de agosto de 2024. A HL7 reconhece que a Release 2.1 não alcançou adoção na indústria e prevê que o trabalho futuro sobre documentos estruturados se concentre no FHIR.
Como funciona
Um documento CDA tem duas partes:
- Cabeçalho: paciente, autor, custodiante, data, tipo de documento, participantes e, quando for o caso, autenticação legal.
- Corpo: pode ser um arquivo não XML (um PDF ou uma imagem digitalizada) ou um corpo estruturado em seções, cada uma com texto legível e, opcionalmente, entradas codificadas.
A HL7 chama isso de interoperabilidade semântica incremental: um país ou projeto pode começar com cabeçalho e PDF e depois acrescentar estrutura e codificação por seção.
Na prática, o CDA é usado por meio de templates que restringem o padrão para um caso concreto. Um exemplo é o Consolidated CDA (C-CDA), de alcance estadunidense; em outubro de 2026, sua versão vigente é a 5.0.0 (junho de 2026).
Equívocos comuns
- O CDA não é um protocolo de transporte. Ele define o documento; para enviá-lo ou registrá-lo usam-se, por exemplo, perfis da IHE.
- Um documento CDA válido contra o esquema pode ser inútil para um sistema se não seguir os templates acordados.
- O texto legível é o que se exibe e se autentica: as entradas codificadas devem ser coerentes com ele.
- O CDA não ficou obsoleto com o FHIR. Continua citado em normas de vários países, e o IPS também tem uma representação CDA.
Exemplos de uso
Nos EUA, a certificação § 170.315(b)(1) do ONC (antes ASTP/ONC) exige criar e receber documentos C-CDA, como o CCD, a nota de encaminhamento e o resumo de alta.
Segundo a HL7, nos EUA a Sequoia/eHealth Exchange dá suporte à troca de bilhões de documentos CDA por ano.
A HL7 cita o MyHealth@EU, o serviço de troca transfronteiriça de dados de saúde da União Europeia, como um caso de uso do CDA.
Segundo a HL7, a Austrália e a Nova Zelândia, entre outros países, usam o CDA de forma ampla e com múltiplos tipos de documento.
A HL7 publica um guia CDA R2 para o International Patient Summary, alternativo ao guia FHIR.
A parte 20 do padrão DICOM define como escrever laudos de imagem como documentos CDA.
Relação com outros termos
Fontes
- HL7 — CDA® Release 2 (product brief)hl7.org
- HL7 — ANSI Approved Standardshl7.org
- ISO/HL7 27932:2009 — HL7 Clinical Document Architecture, Release 2iso.org
- HL7 — Consolidated CDA (C-CDA)hl7.org
- ONC — § 170.315(b)(1) Transitions of carehealthit.gov
- DICOM PS3.1 — Introduction and Overview (PS3.20: Imaging Reports using HL7 CDA)dicom.nema.org
- Federal Register — HHS Statement of Organization: Office of the National Coordinator for Health IT (91 FR 16204, 1 April 2026)federalregister.gov

